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TEXTOS E ESCRITOS >> Piu Piu - A Grife do forró
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PIU PIU - A GRIFE DO FORRÓ


O DESAFIO
Era uma vez quatro jovens, com uma idéia na cabeça e nenhuma grana no bolso. Eles viviam na Bahia. Queriam ganhar dinheiro, se divertir muito, tudo ao mesmo bem, antenados que estavam com essa era plural, integrar as duas demandas, na terra da mistura, do ócio e do negócio. Será que eles vão conseguir ? Nas paginas seguintes, veremos esta historia de sucesso, de quem ousou fazer da sua alegria e irreverência, inspiração para os negócios e para o trabalho.


O CENÁRIO
Numa terra em que convivem pacificamente brancos e negros, o sagrado e o profano, o catolicismo e o candoblé ( onde Padres freqüentam terreiros e mães de santo fazem promessa em igrejas) , o canto erudito do Mosteiro de São bento e o samba de roda. Numa cidade encantada, comparada a uma Roma negra, encravada sobre a baia de todos os santos, fica clara nossa vocação de conviver com a diversidade e nossa sabedoria de perceber que o colar de contas da baiana é mais bonito, porque as contas são diferentes.


O TEMPERO
Dizem que baiano não nasce, estréia. Esta historia de negócio e lazer, acontece na Bahia, terra que as pessoas se divertem como em nenhum outro lugar. O povo alegre e hospitaleiro, tem uma cultura e uma tradição de ir para as festas o ano inteiro, coroada no carnaval, festejo de grande participação popular e ápice de todo este movimento. Por baixo do estereotipo de só se divertir, o baiano tem um grande potencial para o trabalho. Povo que se bem comprometido, é capaz de obter altas taxas de produtividade. Um alto executivo da recém instalada industria automobilística , o Complexo Ford Nordeste , Luc de Ferran, disse em entrevista, que o operário baiano estava entre os mais produtivos do mundo, comparado com operários de fabricas instaladas em outros Países. É neste contexto que acontece nosso case , que é um case, eminentemente da união entre o trabalho e o lazer , ou de como transformar em negocio o nosso sagrado ócio.


O FESTEJO
O São João é festa de grande tradição no Nordeste do Brasil, principalmente nas regiões do Interior. Na Bahia, o São João tem status de festa de natal, com direito a feriado na véspera, onde ninguém é maluco de trabalhar. Tempo que as mulheres se esmeram, preparando as comidas típicas e os homens se "concentram" , preparando-se para o fuzuê. A dança é o forró, estilo imortalizado pelo genial Luis Gonzaga e hoje apresentada em vários estilos. Temos o forro pé de serra, o forró brega, o chic e o axé forró. No São João, é quando as pessoas visitam os parentes no interior, revivendo suas origens, onde resgatam um pouco a tradição perdida, que teima em não morrer.


O NICHO DE MERCADO
Salvador, como uma Metrópole , tem um São João "fraco", pois como dizemos, este é um festejo eminentemente interiorano. Com isso, as pessoas da Capital, principalmente as que gostam da festa, ficam meio órfãs do que fazer neste período do ano, notadamente as que não tem parentes no interior. Por outro lado, como a concentração de festas, acontece no verão, esta época oferece poucas opções de lazer. Neste contexto, temos então o terreno propicio para surgir uma grande festa Junina, que pudesse atrair os baianos da capital e das cidades circunvizinhas.


O ÓCIO COMO NEGÓCIO
A industria do lazer é a que mais cresce no mundo. Junto com a de turismo, elas geram milhões de dólares de resultados. O ócio começa então a ser encarado como uma gostosa e divertida forma de ganhar dinheiro , com o surgimento de várias opções de mercado, disposta a estruturar o tempo ocioso das pessoas, em atividades de lazer. Principalmente, quando este mercado é formado por jovens , ávidos de diversão, nesta fase da vida , onde temos pressa para brincar e aproveitar, como se à intuirmos, que estamos ficando adultos e próximos a um portal de um mundo de responsabilidades e deveres.


A IDÉIA
Fazer um evento múltiplo, que aliasse um local aprazível, perto de salvador , boas atrações legitimadas pelo público , bebida gelada, comida sem fila, gente bonita para a azaração , ambiente decorado e clima alto astral.


OS EMPREENDEDORES
Alexandre Liberato, Cláudio Bahia e os irmãos Rodrigo e Bruno Mello, se conheceram nas festas de Salvador. Depois, se tornaram colegas em um grande bloco de carnaval , o Cheiro de Amor, que funcionou com uma grande escola para eles. Lá eles desenvolveram uma grande expertise, em organizar eventos festivos. Alexandre é Administrador , atualmente tem uma empresa de prestação de serviços, a Duetto produções e eventos, que alem de festas promove Seminários corporativos , junto com sua sócia e irmã Maiara Liberato. Rodrigo é Relações públicas, trabalha no bloco Papatchanka e na Produtora Pequena Notável. Bruno é formado em Turismo, trabalha na Pequena Notável e Cláudio é Administrador.

Eles são filhos e representantes legítimos de uma geração que se formou em um mundo sem empregos, que tinham então que usar toda sua inteligência emocional, criatividade e empregabilidade para conseguir trabalho. Um mundo de posturas flexíveis, sem chances de "CLT" e com oportunidades ilimitadas para os antenados . Tiveram de aprender a serem empreendedores, empreendedores sobretudo de idéias , transformadas em negócios.


A ESTRATÉGIA
Como eles não tinham dinheiro para investir, adotaram a estratégia de estabelecer parcerias, prática hoje tão em moda e recomendada pelos maiores especialistas em Bussiness e Administração. Com isso, acabavam obtendo outra vantagem , que era o fato de reduzir o risco, diminuindo os custos fixos, já que a previsão de receita era duvidosa.

Assim sendo, incorporaram uma empresa de um dos potenciais fornecedores, a Casa Dez, de Marcos Gordilho, que ficou encarregado de assumir o serviço de bar e o buffet, com toda a logística que envolve estas atividades. Estava "inaugurada" a providencial política de inclusão. Inclusão alias, tão em moda hoje em dia. O maior Congresso de Recursos humanos da América Latina , o CONARH 2002, realizado em São Paulo, teve como tema central à inclusão e o estabelecimento de alianças estratégicas.

Quanto à escolha do lugar , procuraram o proprietário da fazenda colibri, um hotel fazenda dos mais bonitos em Amargosa e propuzeram parceria para a festa. O proprietário , Josevandro Andrade, o mais velho da turma, uma espécie de capitão do time, topou na hora, identificando uma forte relação ganha ganha, já que tinha planos de divulgar seu empreendimento. Afinal, seriam 5.000 pessoas por festa, no seu negócio.

Outra parceria importante foi com os blocos de carnaval, onde fizeram promoções casadas e de onde partiram varias excursões para a festa. Também na base do conhecimento pessoal conseguiram os primeiros patrocínios, dois para ser mais exatos e a parceria com a cervejaria, item de principal consumo no empreendimento.

Dentro deste conceito, a Cidade que sedia o evento, foi considerada bastante estratégica, pois Amargosa alem de relativamente próxima a Salvador , cerca de 200 km, abriga o melhor São João da Bahia, que a exemplo do que acontece com o Piupiu, cresce a cada ano, hoje em dia transformado em dos maiores São João do Brasil, com atrações de peso como em 2002, quando trouxe o famoso cantor Leonardo, entre outros. Alem disso a parceria com a Prefeitura, foi fundamental para o sucesso do Empreendimento. A prefeitura da cidade , através do prefeito Rosalvo Sales deu todo apoio, também enxergando aí, uma excelente oportunidade de divulgar a cidade e de atrair para a região, pessoas com elevado poder aquisitivo, movimentando a economia da cidade.

Amargosa é uma cidade de porte médio com uma população de 30.000 habitantes, situada no recôncavo baiano, recebe no São João 70.000 Visitantes. De povo hospitaleiro e alegre, o Amargoense adotou de cara a festa , que leva para eles alegria, trabalho e renda.. Hoje o forro do piupiu é um dos orgulhos de Amargosa ajudando a consagrar cada vez mais a cidade como uma excelente opção para se passar o São João.

Esta combinação do forró do piupiu com o São João de Amargosa, acabou servindo como um plus a mais, uma vantagem estratégica para quem vinha para dormir na cidade, que acaba curtindo dois festejos , um fechado e um de rua, ao mesmo tempo.


O MARKETING
Como formas de divulgação da festa, utilizamos a assessoria do jornal ATARDE, o de maior circulação no Estado, através da prestigiada coluna lazer & informação, que tem como leitor, preferencialmente o nosso público alvo. Também foi colocado outdoor em Salvador e em Amargosa. Fizemos panfletagem através da distribuição de folhetos nos locais onde identificávamos a presença de nosso público e Blitz em colégios e festas .

Vale ressaltar, conduto, que o mais efetivo instrumento de marketing foi o "velho" e eficiente método da propaganda boca a boca. A festa cresceu através da opinião e comentários daqueles que participavam.

As campanhas atuais, visam identificar a festa, como algo criativo e inovador , numa espécie de marketing institucional da marca, "vendendo" cada vez mais a idéia de uma festa classe A, para um público seleto, sinônimo de charme , qualidade, alegria e bem freqüentada.

As pessoas nos perguntavam por que continuar investindo alto se a festa se vende e trabalhamos com over book de camisas. , independente da atração. Quanto a isso entendemos que é um plano para futuro, ter sempre a melhor festa da Bahia.


O BENCHMARKING
O sucesso do evento, com suas qualidades atrativas e seu diferencial de excelência , começou a despertar a atenção de outros produtores de Salvador, que começaram a fazer benchmarking conosco. Este ano (2002) tivemos a festa do lago com o Grupo Chiclete com Banana, o forró do bosque e outros, de mesma formatação.


O NOME PIU PIU
O nome piu piu, foi escolhido em homenagem a um personagem de desenho animado, que fazia sucesso nesta época , um personagem que representa uma mistura de meiguice com esperteza, mistura de masculino e feminino. Acharam então, que esta combinação representava bem o espírito que desejavam impor a festa.


A MARCA
Considerado hoje o maior patrimônio do grupo. Os Organizadores estão conscientes que construíram uma marca de sucesso. Um produto de fé pública e que vale mais do que todos os outros ativos.


A GRIFE
Estes ingredientes, aliados a atrações bem escolhidas, são responsáveis por ter transformado o forró do piupiu em uma espécie de grife , de uma festa (São João) com tradição eminentemente popular, numa opção de paquerar, se divertir, ver gente bonita, comer e beber, sem se preocupar em pagar nada , no sistema all inclusive.


A HISTÓRIA
A primeira edição foi em 1997, contanto com cerca de 3.200 pessoas , onde conseguimos uma taxa de ocupação de 90 % de camisas vendidas.

No nosso retorno, começaram a chover propostas para realização de outros eventos , pois ganhávamos em credibilidade por ter feito acontecer uma idéia (muitas morrem na praia). Porem, entendemos que naquele momento o importante era sedimentar a festa, o que acabou acontecendo nos outros anos.

Com o sucesso do primeiro ano e o crescimento do São João em Amargosa, este ganhando projeção nacional, o que muito nos ajudou e confirmou o feliz acerto da escolha da cidade. Nesta segunda edição, em 1998, tivemos 4.000 pessoas.

Após este segundo evento, o mercado de entretenimento já enxergava com bons olhos os promotores, vendo neles potenciais parceiros pra eventos similares (Lucro de imagem).

O evento então, já começou a contar com mídia espontânea, pelo interesse do público em geral, entrando no calendário de festas da Bahia . Começamos a contar com a cobertura dos canais de tv , jornais e revistas, com o evento se transformando no maior evento particular do São João baiano.

Em 1999, o custo da festa já tinha dobrado em relação ao primeiro ano, pelo salto qualitativo que ela deu. As melhores atrações no estilo da Bahia tocaram neste ano, colher de pau, cacau com leite e mambolada. Os quatro jovens já trabalhavam em empresas diferentes e mesmo segmento, com reunião períodicas para cuidar da festa, o grande negócio de todos eles.

Em 2.000 , com o surgimento da concorrência , ver item especifico, vimos à necessidade de mais uma vez inovar investindo alto, onde trouxemos o rei do brega, Reginaldo Rossi, que voltava a moda neste momento, trazido pela mídia e despertando, curiosamente, o interesse do nosso tipo de público. Neste momento, a festa ganha em conceito, valor de venda e patrocínio. Neste ano, as camisas se esgotaram com uma semana para a festa acontecer.

Em 2001 e 2002, a festa não parou de crescer em atrações e público. Estava consagrada como o maior evento privado de São João da Bahia.


A FABRICA DE LAZER
O Forro do piu piu é um evento múltiplo , que tem por trás uma grande logística para acontecer . Nele, tudo precisa funcionar bem e de forma sincronizada, como se fosse uma fabrica de lazer , com linhas de montagem bem definidas e seqüenciadas. As principais ações para acontecer são :


Pré-evento
Escolha e manutenção do lugar
Campanha publicitária e arte das peças
Busca de patrocínios
Confecção do material publicitário
Providenciar logística
Venda de ingressos,
Confecção das camisetas.
Entrega de camisetas


Durante o evento
Portaria
Segurança
Foto e filmagem
Instalação de Posto Médico
Luz e sonorização
Serviço de bar e buffet
Gerenciamento das atividades de palco
Atendimento e camarim das atrações


Pós-evento
Avaliação final para o próximo com erros e acertos.
Balanço financeiro
Distribuição dos resultados e valor para reinvestir.
Montagem com fotos ( book ) para patrocinadores
Limpeza
Doação de latas e recicláveis para comunidade carente


O TIME
Os sócios utilizaram como estratégia, para diminuir custos e controlar melhor a festa (o boi engorda na frente do dono) a distribuição das tarefas , procurando aproveitar a experiência e aptidões de cada um . Assim, as tarefas foram distribuídas entre :


Alexandre

Bastante comunicativo, fica com a entrega das camisas . Também, pelo fato de ser Administrador, fica responsável pela parte financeira e administrativa


Marcos

Como já trabalha nesta área, fica responsável pela parte das bebidas e buffet.


Josevandro

Sócio que foi incorporado, por ser dono do hotel fazenda , cuida do espaço e patrocinios .


Bruno

Com grande experiência em carnaval, já tendo passado por blocos importantes como cheiro do amor, araketu e outros, ficou responsável pela montagem da estrutura.


Cláudio

Responsável pela arte final e material promocional da festa.


Rodrigo

Responsável pela divulgação , marketing e comercialização dos ingressos .

A GALERA
Voltado para o público exigente das classes A e B, público eminentemente jovem, com poder aquisitivo para bancar uma festa "top" , na maioria formado por universitários. Gente bonita, com muitas " Patricinhas" e " Mauricinhos", dispostos a pagar um ingresso relativamente alto , sem contar o custo de deslocamento.


O FERMENTO
Ao longo do tempo, a festa do piupiu vem crescendo a cada ano, como podemos comprovar com as estatísticas :

1997 - 3.300
1998 - 4.000
1999 - 4.400
2000 - 4.800
2001 - 5.200
2002 - 6.000
2003 (PROJEÇÃO) - 6.000 ( Capacidade máxima )


OS COMES & BEBES
Dentro do conceito de oferecer comida e bebida, com o valor para compra embutido no preço do ingresso/camisa, aliando fartura e qualidade, inovamos ao colocar carne no espeto, que alem de mais pratico é bastante higiênico, sem falar, que a carne é muito apreciada pelo nosso público. Oferecemos carne de frango, boi, lingüiça. Utilizamos alem disso, o que acabou agrada muito as pessoas, comidas típicas do São João , como o amendoim , o milho e o tradicional licor de são João.

No item bebidas, alem do licor, é oferecido cerveja, refrigerantes, água mineral e drinks rápidos, como sorveroskas.


AS EXCURSÕES BATE E VOLTA
Com o tempo percebemos que o forro do piu piu criava independência da cidade que o abrigava e ganhava vida própria, com as pessoas curtindo a festa independente de estarem na cidade ou não. Assim, criamos as excursões bate e volta , que levavam as pessoas de ônibus e traziam depois, numa espécie de um comboio da alegria. Isto se tornou fator de ampliação da segurança, pois as pessoas podiam beber sem se preocupara em dirigir.


A SEGURANÇA DA FESTA
A segurança das pessoas é uma prioridade. Por evento são contratados cerca de 200 Seguranças credenciados, além do apoio da Policia Militar.


O CONSUMO POR EVENTO
Cerveja - 50.000 latas
Refigerante - 2.000 litros
Água - 1.000 litros
carne - 3 toneladas

A EXPANSÃO
Com o sucesso do forró do piu piu e com a sedimentação da festa , nos deparamos com inquietante questão ( Bons questionamentos nos fazem crescer ). Qual é o nosso negocio ? Fazer o forro do piupiu ou promover entretenimento com qualidade ?

Através da respostas aos nossos questionamentos, entendemos que era importante aplicar todo nosso aprendizado e approuche em novas investidas , aproveitando a marca do piu piu , que se transformou em uma griffe de sucesso. Com isso criamos mais dois eventos, que são verdadeiros cases dentro deste case


O PIUPIU DE VERÃO
O verão da Bahia é fantástico, com brilhos e cores, é uma linda época do ano, com turistas, praias lotadas, belíssimo sol e inúmeras festas de largo, como que preparando o clima para o apocalipse do carnaval , o maior do mundo em participação popular e em alegria. Com isso, entendemos que não poderíamos deixar nossa grife de fora deste movimento. Criamos o piupiu de verão, realizado em 2002, pela primeira vez , em parceria com o bloco Cerveja e Cia, tendo como atração maior Ivete Sangalo, contando ainda com patchanka e Dr Cevada. O evento aconteceu em Imbassay, próximo 10 km de Praia do forte, paraíso natural no final da estrada do coco, inicio da linha verde que liga a Bahia a Sergipe pelo litoral.

Mais uma vez, a festa foi um sucesso absoluto de público, superando todas as nossas expectativas otimistas de público, com a presença de 6.500 pagantes , que se esbaldaram durante 08 horas de festa.

Em 15 de fevereiro de 2003, a quinze dias do carnaval, acontecera o segundo piupiu de verão, com novas surpresas e atrações, inclusive a Timbalada.


O PIU PIU NO MORRO
Em 2002, durante o forro do piu piu, tivemos a idéia. Que tal fazermos o piu piu acontecer no Morro de São Paulo, um paraíso e santuário ecológico, em uma das paisagens mais bonitas do Brasil. A idéia era unir o piupiu a um lugar de grande atração de jovens do mundo todo.

A escolha do acerto da idéia foi confirmada, pela excepcional receptividade do publico, com 85 % das camisas sendo vendidas antes mesmo da divulgação na mídia. Era uma idéia bastante ousada e corajosa, pois a logistica seria muito complicada, haja vista não circular veículos na ilha, onde todas as mercadorias são trazidas pelo mar.Era preciso também um grande cuidado com a natureza, haja vista ser a área de proteção ambiental. O cenário nos remontava singelamente, a época das caravelas.

A festa foi um sucesso de público e renda, com a presença de 3.500 pessoas (limitação pelos cuidados ambientais e não pela procura) que se divertiram durante 08 horas sem parar. Não havia nem a preocupação em beber, pois niguem iria dirigir depois.

Para a localidade, o empreendimento trouxe inúmeras vantagens, pois alem da economia gerada no morro de R$ 1.500.000,00, gastos com Prestadores de serviços hortéis , bares, restaurantes, transporte. A taxa de ocupação hoteleira atingiu a marca de 100 %. Alem de ser mais uma promoção para o local. O Morro de São Paulo oferece 6.500 leitos.


O piu piu se transformou então, numa marca e novas variações estão por vir. Os promotores entendem que, seguindo os passos como em um kit festa, poderão fazer outros piu pius pela frente, em uma espécie de festa volante, itinerante, dispostas a pousar, onde exista clima de alegria e celebração, tal qual o passarinho pousa na relva.

Já existem convites para exportar o piupiu para todo o Brasil, como aconteceu com as micaretas.

OS RESULTADOS DE BOLSO E DE ALMA
O forró do piu piu, proporciona a seus Organizadores, quatro tipos de lucro:


Lucro financeiro
Como um negócio, ela é altamente rentável, trazendo um ganho significativo para os promotores. Com isso estamos atentos a sempre reinvestir nela, tornando-a cada vez mais atraente. Isto é importante para a manutenção da festa, que tem que ser considerada como um negócio.

Lucro de imagem
As pesquisas realizadas com os participantes, apontam uma grande satisfação com a festa. Com isso os organizadores cada vez mais passam a ser visto como excelentes gestores de evento, atraindo atenção deste segmento. Durante o ano, recebem inúmeras propostas para realização de festas, assim como propostas de empregos na industria do lazer.


Lucro de Auto Estima
Muitos sonham mas poucos tem a capacidade de transforma-los em realidade . este dividendo é recebido a cada final de edição, quando sentem um cansaço gostoso e a sensação do dever cumprido, de terem concretizado um sonho, uma sensação que só os que realizam experimentam. Certeza que são capazes e competentes no que fazem e que deram régua e compasso à uma idéia de vanguarda.


Lucro de aprendizado
Com o decorrer dos eventos e principalmente com os erros e os acertos, eles contabilizam como ativo, o grande ganho de aprendizado que obtem.


A CONCLUSÃO
Este é um case de conceitos. Conceitos de marketing e de Gestão, exemplos de parceria e inclusão, flexibilidade e inovação, Tudo dentro das modernas teorias de Administração, customizadas para as especificidades do negócio.

Este é um case de coragem, Coragem, garra, ousadia e persistência, de jovens empreendedores, que sem empregos ou recursos , ousaram acreditar numa idéia e transforma-la em uma poderosa marca, de fé publica, dentro do mais puro conceito de Empreendedorismo.

Este é um Case de vendas. Vendendo" lazer, levando diversão e arte, eles acreditam que estão ajudando a construir um mundo com menos neuroses, mais colorido e alto astral.

Este é um Case de amor a vida e a uma idéia concretizada, com meiguice e esperteza, exatamente como age o seu personagem favorito, que inspirou o nome.

Este também é um Case de amor a Deus. Afinal...


... Deus vive na alegria.








 
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TEXTOS E ESCRITOS >> Piu Piu - A Grife do forró
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